ações autodirigidas

Todo amor é amor próprio!


A citação abaixo é, muitas vezes, atribuída ao filósofo Nietzsche, em uma confusão justificada. Na verdade se trata de um trecho do livro de Irvin D. Yalom - "Quando Nietzsche chorou". Em um dado momento da trama, o personagem "Nietzsche" questiona o "Dr. Breuer" sobre suas reais motivações em querer tratá-lo, que lhe explica que ajudar as pessoas a aliviar suas dores é sua atividade. "Breuer" lhe faz a mesma pergunta: “Para quê, então, filosofa?”. E recebe uma baita "tijolada":

“Ah! Existe uma importante distinção entre nós. Eu não alego que filosofo para si, enquanto o senhor, doutor, continua fingindo que sua motivação é servir-me, aliviar minha dor. Tais alegações nada têm a ver com a motivação humana. Elas fazem parte da mentalidade de escravo astutamente engendrada pela propaganda sacerdotal. Disseque suas motivações mais profundamente! Achará que jamais alguém fez algo totalmente para os outros. Todas as ações são autodirigidas, todo serviço é auto-serviço, todo amor é amor-próprio. (...) Parece surpreso com esse comentário? Talvez esteja pensando naqueles que ama. Cave mais profundamente e descobrirá que não ama a eles: ama isso sim as sensações agradáveis que tal amor produz em você! Ama o desejo, não o desejado.”