John Stuart Mill

Bentham, Mill e o Utilitarismo Clássico

"The doctrine that the basis of morals is utility, or the greatest happiness principle, holds that actions are right in proportion as they tend to promote happiness, wrong in proportion as they tend to produce the reverse of happiness." (John Stuart Mill, Utilitarianism)

 

Embora muito do núcleo conceitual do Utilitarismo remonte a pensadores como Francis Hutcheson (1694–1746), David Hume (1711-1776) entre outros (Cumberland, Shaftesbury, Gay), o filósofo britânico Jeremy Bentham pode ser considerado o fundador da teoria moral conhecida como "Utilitarismo". John Stuart Mill, seu sucessor, foi intesamente influenciado pela Philosophical Radicalism (Jeremy Bentham [1748–1832], John Austin [1790–1859], James Mill [1773–1836]), embora discorde no que concerne a natureza da felicidade e as motivações humanas. Qualquer reflexão sobre "utilitarismo" clássico, requer uma aproximação da noção de "felicidade". Conforme exposto logo no primeiro parágrafo de sua obra Principles of Morals and Legislation, para Bentham: "nature has placed mankind under the governance of two sovereign masters, pain and pleasure", sendo a "felicidade" o simples resultado desta equação. Em seu livro Utilitarianism, John Stuart Mill argumenta que a "felicidade" é a única coisa desejável em si mesma (Capítulo IV, Utilitarianism). O Utilitarismo é considerado uma das mais persuasivas e poderosas aproximações da ética normativa e sua justa apreensão deve partir de seu contexto histórico. Os utilitaristas clássicos (Bentham e Mill) ocupavam-se com a reforma legal e social, sendo o utilitarismo uma "ferramenta" para a transformação de práticas sociais questionáveis, bem como leis corruptas e inúteis.