Imperativo Categórico

O imperativo categórico kantiano

Ao contrário de sua origem grega, onde a filosofia se confundia com qualquer forma de conhecimento, na modernidade, podemos dizer que a disciplina filosófica se ocupa com três conteúdos básicos, (1) o conhecimento, cuja disciplina é a Epistemologia e se desdobra a partir da questão "como posso conhecer o mundo?"; (2) a estética e a reflexão sobre o belo, "o que é o belo?", seria a beleza um dado objetivo ou estaria fundada no sujeito que à contempla?; (3) e a questão moral, ou seja, "como devo agir?". O pensador alemão Immanuel Kant produziu três grandes obras dirigidas para cada uma destas três investigações fundamentais: a Crítica da Razão Pura (Epistemologia), a Crítica do Juízo (Estética) e a Crítica da Razão Prática (moral). No caso de sua filosofia moral, existe uma outra obra cuja leitura elucida, com mais clareza, suas convicções sobre o comportamento humano cujo título é "Fundamentos da Metafísica dos Costumes". O texto abaixo foi retirado desta obra. 
 
"Há um imperativo que nos ordena imediatamente uma certa conduta, sem lhe pôr como condição outro fim que essa conduta permita atingir. Esse imperativo é categórico. Não se refere à matéria do ato, ao que pode resultar dele, mas a forma, ao princípio de que resulta, e o que há nesse ato de essencialmente bom está na intenção, qualquer que possa ser o resultado. Este imperativo pode ser denominado o imperativo da moralidade."